sexta-feira, 5 de junho de 2009

Bobo alegre não é felicidade

Algumas coisas nos inspiram, algumas coisas nos desnorteiam e outras coisas, nos irritam, nos desnorteiam e nos inspiram (a usar o instito assassino!). Sobre essa terceira categoria que escreverei hoje. Mas, começarei com os meus defeitos, afinal, também sou humana.

Sou impaciente, muito. Principalmente com pessoas burras - explicando o conceito de burro aqui utilizado: aqueles que são capazes de desenvolver determinada atividade, porém não se esforçam para tal, ou seja, alguém que podia ser inteligente e apenas escolhe ser burro. Já achei que minha impaciência fosse me matar, na verdade, sempre achei. Mas a gente cresce (envelhece!) e vai melhorando algumas coisas... Eu, definitivamente, estou melhorando, no gerúndio mesmo! Porém em alguns momentos, não é possível. Outro defeito meu, que se não fosse em exagero seria uma qualidade, é meu alto envolvimento com o trabalho. Vivo para trabalhar e ponto. Antes do ponto: e adoro! Mas, ser uma pessoa assim, viciada em trabalho e responsabilidades, não facilita o convívio, nem mesmo o profissional.

Dito isso, é hora de juntar a minha impaciencia com o meu trabalho... Antes de tudo, deixem-me expressar minha grande satisfação e adoração pelos dois locais onde, atualmente, trabalho. O problema são as pessoas (algumas, só algumas!). Responsabilidade e respeito são valores que aprendi no berço (que na verdade era um cesto!) e, obviamente, acredito que o restante da sociedade também os aprendeu. Porém não é verdade! E isso me corroi rapidamente! Para mim, é extremamente difícil trabalhar com pessoas irresponsaveis - só não digo impossível porque o profissionalismo me obriga a suportá-los. Sobre respeito, acho que não há nada a ser dito: sem ele, nada feito (para tudo na vida, não só trabalho).

Agora, vamos ao caso de tanto transtorno no dia de hoje. À parte ações passadas dessa semana, destacadas apenas por suas más características, tive que conviver com um "excluir" na caixa de entrada do qual sou a responsável. Ok, é só resgatar o e-mail na lixeira (isso já foi feito). O problema é a atitude: realmente, o conteúdo do e-mail - que eu ainda não havia lido e só sabia por comentários - não era de extrema importância e, na minha caixa pessoal, o mesmo e-mail será apagado. Mas isso ainda não justifica apagar o e-mail só porque é do seu colega ao lado e você que "brincar de irritá-lo". E, de forma alguma, justifica realizar uma ação, qualquer que seja ela, em um e-mail que não é o seu. Quer fazer? Pede, porra! Para concluir, só me resta admitir que imaturidade "é mato!".

Ah! Tenho que dizer que nem falei nada sobre o assunto, apenas um: "o que você está fazendo?". Saí da sala, respirei fundo, desabafei e pronto. Só que depois tive que conviver com um twittler feliz desejando "morte aos infelizes" - isso não me atingiu, pois ando bem feliz. Na verdade, era um twittler bobo alegre, querendo aparecer...

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Há um motivo para não gostar

Pensei em um post pequeno. O escrevi. Mas não adiantou nada, pois tenho muito o que dizer e ninguém (aqui e agora) para ouvir. Então...


Quando pequena, minha mãe me ensinou a ser educada, não fazer desfeita. Esse fim de semana, escutei uma prima distante dizendo que a mãe ensinou à ela e às irmãs a comerem tudo o que for oferecido, por pior que esteja, com um grande sorriso no rosto. Apesar da distância - física e de parentesco (somos primas de 3º grau) - foi assim também que fui criada.

Nunca me considerei uma pessoa com uma educação que merecesse ser destacada. Pelo contrário, sempre achei que minha boa educação não era suficiente... Porém já ouvi alguns elogios à meus modos. De qualquer forma, tenho certeza que nunca deixaria de cumprimentar uma pessoa por mais insuportável que fosse.

Sei que não é correto, mas eu verdadeiramente desprezo, no meu íntimo, algumas pessoas. São pessoas com as quais tenho contato por necessidade: aquele ser que trabalha na mesma empresa, que estuda na mesma sala, que é amigo do seu melhor amigo e você sempre se pergunta porque essas pessoas estão ali, junto à você. De qualquer forma, por qualquer que seja o motivo, me atento para não demonstrar o meu desprezo e para ser educada e agradável.

Falar "oi" é básico, perguntar "tudo bem?" é hipocrisia social, "dar três beijinhos" é engolir o orgulho e ser socialmente maravilhosa. E eu fui programada (ou criada, se vcoê for o hipócrita social) para ser essa pessoa MA-RA-VI-LHO-SA. Não que eu goste ou concorde, mas é o hábito, a cultura. Ou seja, apesar de não ser congruente com o meu "eu interior, crítico e ríspido", em 99% das vezes eu sou a pessoa que engole o orgulho, esquece todos os contras e cumprimenta, educadamente, o ser insuportável, sempre. No 1% que sobra, eu perco a cabeça, sou grossa e normalmente, me arrependo. Mas isso é outra história.

Dito isso, podemos passar ao que estar me incomodando - não, não é a minha programação super-educada-sempre. São as pessoas que não conseguem, nem ao menos, usar de educação e de gentileza para com as outras. Ok, você não precisa ser o hipócrita social (minha consciência agradece quando eu não o sou), mas respeito, educação e gentileza, são essenciais, né?!?
Passou por uma pessoa, cumprimente. É o mínimo, não precisa sorrir, nem parar para conversar. Apenas diga "olá". Nada de mais, não mata ninguém.

Fingir que pessoas, com as quais você precisa conviver (aqui não importa o motivo, novamente) não existem, é a pior coisa que se pode fazer. Matar socialmente, é suicidar-se socialmente também. Então, um conselho: engula o orgulho, os pré-conceitos, as críticas e todos os contras e apenas seja gentil. Recompensas virão com tempo...

quinta-feira, 2 de abril de 2009

A vida continua, ou seja, a vida muda. Simples assim!

Sabe, eu acho que eu gosto das mudanças...

Mas, ainda assim eu continuo triste.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

As lágrimas não cairam

Eu gosto de chorar, de verdade. Funciona assim: junto às lágrimas, os problemas se vão... ou, pelo menos, se limpam e ficam mais leves, mais fáceis de carregar! Não me lembro qual foi a última vez em que chorei - ou talvez me lembre e não quero assumir que foi a última -, mas faz muito tempo; tanto tempo que eu já deveria ter chorado novamente.

Ficar às sós com meus pensamentos é sempre uma boa forma de chorar. Mas dessa vez, eu fiquei com eles, só com eles e as lágrimas não vieram... Então, ao invés de aproveitar o choro e esquecer os problemas por alguns minutos, eu me envolvi com os problemas. E o que eu descobri? Meus problemas são mais profundos do que eu imagina (e eu os imagina grandes, muito grandes!).

Negação. É assim que começa. Depois passa, não passa?!? Nem sempre. Fazendo as contas, estou negando há muito tempo... Desde que a amiga mudou-se para outra cidade (ela já voltou). Desde que a outra amiga ficou chateada com o que foi dito ao telefone, disse que retornaria mais tarde e não retornou até hoje (são mais de 3 meses). Desde que eu amei a(s) pessoa(s) errada(s). Desde que eu descobri que tinha problemas e fingi que nada acontecia...

Saber dos problemas sempre foi uma qualidade minha... Os problemas sempre foram tão reais e tão claros... Mas resolvê-los?!? Não, eu não sei como fazer isso; nunca soube, na verdade. Bom mesmo são os problemas dos outros... Ajudar a resolvê-los é sempre uma aventura tão legal! Mas eu não gosto de ajuda quanto se trata dos meus problemas.

Agora, resolva a equação: eu tenho problemas + eu não gosto de ajuda para resolvê-los + eu não sei como resolvê-los + eu prefiro negá-los = ?

Vamos lá, você sabe a resposta. Eu sei a resposta... Todos sabem a resposta!

domingo, 14 de dezembro de 2008

Sem raiva

Será que a Mordida de Raiva pode, em algum momento, estar tão cansada de ter raiva que simplesmente desiste de tâ-la por um motivo específico?!?!

40 min parada na porta, sozinha, vendo pessoas alegres entrando e saindo. Olhando para os lados à sua procura. 10 min já teriam sido suficientes para na volta para a casa você se transformar no maior canalha do mundo. Mas não, apenas uma mensagem amigável, dizendo que te esperei e terminando com um beijo. Isso mesmo um beijo!!!! 

Qual pessoa espera a outra por 40 minutos e não fica nem um pouquinho brava?!?!?!?  Estou começando a não me reconhecer, mas também não estou preocupada com isso... Talvez isso faça parte da mudança que estou esperando (e operando) ou talvez eu apenas esteja cansada demais...

Não importa.


sábado, 6 de dezembro de 2008

Quebrou...


Sabe aquele momento, nos filmes, em que as taças se quebram? Esse é o momento exatamente anterior ao início dessas palavras. Passei todo o dia selecionando qual dos milhares de assunto para postagem seria usado hoje e acabei, por impulso (e por saber que não haverá outra oportunidade), concentrando minha atenção em uma taça quebrada.

É assim que acontece: a taça quebra, normalmente na mão do personagem principal, para indicar que as coisas não andam bem ou que as coisas "já eram" ou que algo muito ruim está para acontecer. Como essa é minha vida (e não um filme, acreditem!) não poderia ser tudo assim tão previsível. Todos já sabem do meu "incontrolável fetiche" por quebrar copos e taças. Sempre foi assim: em poucos momentos consigo destruir todos os utensílios usados para colocar líquidos da casa. Não me perguntem o porquê! Os copos (e taças) simplesmente não gostam de mim: eles fogem e acabam encontrando o chão ou o fundo da pia...

Porém, dessa vez, tudo foi diferente. Foi como em um filme, só que no meu filme, com peculiaridades que só eu conseguiria. O vinho acabou e antes de ir à geladeira pegar mais resolvi responder uma mensagem do MSN. Eu estava, não sei como nem porquê, brincando com a taça na boca, quando ela, curiosamente, quebrou. Como tive um dia péssimo de "solteira, sem carro e presa em casa" não acredito que isso possa ser um sinal de as coisas podem piorar... Se isso acontecer, eu juro, vou passar do vinho para a vodca (ou voltar para) sem pensar duas vezes.

P.S.1: Falando assim, fico parecendo uma alcoolátra!
P.S.2: Tem vodca em casa, mas não sei se ainda gosto de vodca... Nem sei se gosto de vinho! Estou em crise existencial!
P.S.3: Não vejo muitos problemas em ser solteira e passar o sábado sozinha em casa (principalmente quando o carro está estragado). O problema é esperar que o seu "ex-ex-ex" ligue, ele não ligar e aí você resolver fuçar a vida do seu "ex-ex" no orkut - aquele "ex-ex" que você ainda não conseguiu se auto-explicar como ele um dia foi seu atual...
P.S.4: "Ainda pode piorar, mas no seu caso, Mariana, não sei não!" - acho que essa frase pode me ajudar a pensar que hoje não é o fim do poço! Obrigada, X, por sempre (eu sei que você nunca esquecerá isso!) me lembrar que o meu "ex-ex" é o fundo do poço de qualquer pessoa.
P.S.5: Eu não disposição para ficar no fundo do poço. Então, vou pegar a última taça que me restou do conjunto de 6 e terminar com a garrafa de vinho. Havia me esquecido como é bom tomar vinho para ficar à sós com meus pensamentos!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Ao seu lado

Hipocrisia

do Gr. hypocrisia, forma poética de hypócrísis, desempenho de um papel no teatro, dissimulação

s. f., impostura, fingimento; manifestação de virtudes ou sentimentos que realmente se não tem.

 

Medíocre

do Lat.  Medíocre

adj. 2 gén., mediano; meão; que está entre o bom e o mau; ordinário; insignificante;

s. m.,  aquele ou aquilo que tem pouca qualidade, pouco valor, pouco merecimento;
esc.,  classificação escolar entre o mau e o suficiente.

  

Não dá pra gostar, né?! A pessoa está ali, do seu lado, todos os dias. Você conhece bem. Já presume que algo vai dar errado, só não sabe quando. É uma tarefa fácil, quase rotineira, mas quando você olha um pouquinho (bem pouquinho mesmo) mais crítico, você percebe. Lá está ela, debaixo de uma fina camada de pele: a Dona Hipocrisia. Ela é amiga dos fracassados e dos que ainda não sabem que serão fracassados. São eles que sempre têm, na ponta da língua, uma desculpa pronta para explicar o trabalho mal feito. Também são eles que se vangloriam por ações medíocres, que, no meio dos mais medíocres ainda, parecem ser feitos heróicos. Hipócritas e medíocres andam juntos. Às vezes, se confundem. Sempre há um “motivo” para o mediano ter sido feito...

 Mas, você sabe. Ah, você sabe! Você observa e percebe, enxerga de longe pessoas assim. Você as avalia e as detesta. De olhos fechados, você pensa em como seria o mundo sem elas. E quando reabre os olhos, com a visão um pouco turva ainda, percebe que ao seu lado está um perfeito modelo de hipocrisia somado à mediocridade. Aí você tenta se lembrar do passado, pensa se sempre foi assim. Você não se pergunta mais como seria o mundo sem esse tipinho (perdoem a ironia) de gente; agora seus pensamentos invadem o passado, tentando descobrir o momento em que a pessoa que estava ali antes com você foi corrompida e tornou-se essa pessoa irreconhecível.

Você pensa, pensa, se esforça mais um pouco... E tudo que você consegue é acreditar que essa pessoa sempre foi assim, como você a vê hoje. Mas como isso é possível? Como você não perceberia? Logo você, que sabe, que sempre soube... É, meu amigo, não adiantou nada saber! A perspicácia desse ser, que é ao mesmo tempo hipócrita e medíocre, é tão grande que você foi enganado. Logo você...